Na terça-feira, dia 31 de Julho, pelas 22 horas, o te-Atrito apresenta novamente o espectáculo Em frente pela porta das traseiras em frente ao Coreto, em Faro, inserido na programação da Feira do Livro.
Este espectáculo insere-se num projecto mais amplo, fazendo parte de um ciclo de homenagem a Jacques Prévert que o te-Atrito está a fazer durante o ano de 2007, quando passaram trinta anos da morte deste autor (1900-1977).
À imagem da própria obra deste autor, naturalmente dispersiva, e que passou pelas colagens, pela escrita de poemas, histórias para crianças, argumentos para cinema e peças de teatro para o seu grupo de teatro Octobre, este espectáculo é também dispersivo, partindo de uma colagem de vários textos, dramáticos, narrativos e poéticos, do escritor que homenageamos (Cavalo numa Ilha, A Avestruz, Um Drama na Corte, O Refractário, Secção de Objectos Perdidos e Discurso sobre a Paz).
O resultado de um intenso trabalho sobre a sua obra por parte de todos os participantes do espectáculo é uma peça de teatro diferente, reveladora de um humor desconcertante que por vezes nos faz recuperar o maravilhoso do imaginário infantil, mas que sempre nos traz de volta para a realidade, na linha do Teatro do Absurdo de que Prévert foi um dos principais cultores. O tema é tão vasto como sempre: as relações de poder e a guerra.
segunda-feira, 30 de Julho de 2007
quarta-feira, 25 de Julho de 2007
Até aqui.

O Te-Atrito surge sem horas, fora dos prazos e com a proposta de dar vida todos os anos a uma peça importante da História do Teatro, para além da realização de outros trabalhos menos “convencionais” e projectos com e para crianças, sempre que possível em colaboração e parceria com outros grupos de teatro.
No princípio eram as inquebráveis cadeias e os inextricáveis laços. Por isso surgiram os pássaros, embriagando-se de órgãos vitais, e as palavras em chama. Aqui e ali. Na busca incessante da chama, dentro de casa, dentro da caixa, no meio das redes – houve uma vez que a lua até se pôs. Até aqui, até ti.
No princípio eram as inquebráveis cadeias e os inextricáveis laços. Por isso surgiram os pássaros, embriagando-se de órgãos vitais, e as palavras em chama. Aqui e ali. Na busca incessante da chama, dentro de casa, dentro da caixa, no meio das redes – houve uma vez que a lua até se pôs. Até aqui, até ti.
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